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GWM realiza primeiro transporte de carga com caminhão a hidrogênio da América Latina

Postado em 25 de agosto de 2026

• Em sua primeira rodagem com carga no Brasil, caminhão da GWM Hydrogen tracionou uma cegonheira carregada com veículos eletrificados da marca

• Trajeto inédito partiu do Laboratório de Hidrogênio do IPT para fazer a entrega dos veículos que serão usados no Festival Interlagos, em São Paulo

• Modelo movido a célula a combustível entrega 544 cv, 2.700 Nm de torque e autonomia de até 500 km, com reabastecimento de hidrogênio em poucos minutos
A GWM realizou no Brasil o primeiro transporte de carga com um caminhão movido a célula a combustível de hidrogênio da América Latina. Em sua primeira rodagem com carga no país, o veículo da GWM Hydrogen tracionou uma carreta cegonheira carregada com carros e SUVs eletrificados da própria marca, partindo do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária da USP, com destino ao Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

A operação inédita marca também a primeira demonstração do caminhão em uma situação real de transporte de carga em território brasileiro. Após completar o percurso, o veículo ficará disponível no dia 26 para test-drive da imprensa e convidados, durante o Festival de Interlagos.

Este veículo inicia uma nova etapa dos esforços da companhia para avançar em soluções de transporte pesado com emissão zero. “Estamos falando de uma tecnologia que une o melhor dos dois mundos: a robustez e confiabilidade de um caminhão elétrico e a autonomia proporcionada pelo hidrogênio verde com um processo de abastecimento rápido e zero emissão do tanque à roda”, destaca Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen Brasil.

Características do caminhão

Desenvolvido pela GWM Hydrogen, o caminhão é elétrico e movido por célula a combustível (FCEV). O sistema utiliza o hidrogênio armazenado nos cilindros e o oxigênio do ar para gerar eletricidade a bordo, que alimenta o motor elétrico. Nesse processo, a emissão no escapamento é apenas vapor d’água (H2O).

O modelo é equipado com bateria de 105 kWh e um conjunto de cilindros de fibra de carbono capaz de armazenar até 40 kg de gás hidrogênio a uma pressão de até 350 bar. O veículo também conta com sistema de recuperação de energia durante frenagens e desacelerações, recurso que permite reaproveitar energia em situações como descidas de serra.

O conjunto entrega até 400 kW (544 cv) de potência e 2.700 Nm de torque, números compatíveis com as exigências de carga e rota do transporte pesado brasileiro. Com os cilindros abastecidos, a autonomia pode chegar a 500 km, enquanto o reabastecimento é realizado em poucos minutos. O sistema permite ainda operação contínua por mais de dez horas.

Outro diferencial está na capacidade de carga. O caminhão possui Peso Bruto Total (PBT) de 49 toneladas e peso vazio de 10,8 toneladas, cerca de 500 kg mais leve que a média dos concorrentes. Na prática, a redução de peso amplia a capacidade útil de carga sem abrir mão da robustez estrutural necessária às aplicações de transporte pesado.

Por não utilizar combustão para gerar a energia que movimenta o veículo, a tecnologia apresenta zero emissão local de gases de efeito estufa e de poluentes associados aos motores convencionais, como NOx, hidrocarbonetos (HC), monóxido de carbono (CO) e material particulado.

A confiança da GWM na introdução dessa tecnologia no mercado brasileiro se apoia na experiência acumulada pela FTXT, subsidiária da GWM na China responsável pelo desenvolvimento de tecnologias de célula a combustível e componentes para aplicações que utilizam hidrogênio. Fora do país asiático, a companhia adota a marca GWM Hydrogen, reforçando sua atuação global nesse segmento.

Atualmente, mais de 30 mil veículos com tecnologias semelhantes já circulam na China. Entre as operações de destaque, a FTXT colocou mais de 500 novos caminhões a hidrogênio em operação na cidade de Baoding, ultrapassando a marca de 2.000 unidades em circulação. Somente em 2025, foram mais de 1.000 novos veículos, consolidando a experiência da empresa na aplicação da tecnologia em larga escala.

Os veículos são projetados para operar em condições severas. As células a combustível suportam partidas a frio em temperaturas de até -30°C, além das exigências de longa autonomia e elevada carga útil características dos caminhões pesados. Os modelos permitem ainda reabastecimento em poucos minutos e operação contínua por mais de dez horas, inclusive sob temperaturas extremas. E é essa robustez, já testada em larga escala no mercado chinês, que a GWM começa agora a avaliar e adaptar à realidade brasileira.

Parceria com IPT

A primeira operação de transporte de carga também é viabilizada pela parceria entre a GWM e o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), que proporciona a realização de testes e estudos conjuntos relacionados à segurança, desempenho e viabilidade da aplicação do hidrogênio em veículos pesados.

O Laboratório de Hidrogênio do IPT possui duas Hydrogen Refueling Stations (HRS), ou estações de abastecimento de hidrogênio: uma de 700 bar para veículos leves e outra de 350 bar para veículos pesados. Com a disponibilização da infraestrutura, a GWM passa a contar com um local para abastecer o caminhão a hidrogênio em São Paulo, fomentando e acelerando o processo de viabilização do projeto no país.

O acordo entre GWM e IPT também abre caminho para novas frentes de pesquisa e desenvolvimento na área de hidrogênio, incluindo testes de tanques de alta pressão e estudos de segurança e eficiência energética. A colaboração está alinhada às diretrizes do Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2), que incentiva o fortalecimento das bases tecnológicas e a cooperação entre setor público e privado.
“O hidrogênio é mais do que um vetor energético, se trata de um vetor de desenvolvimento social, ambiental e tecnológico para o Brasil. Trabalhar ao lado do IPT, uma das principais instituições de pesquisa do país, é um passo decisivo para tornar o caminhão a hidrogênio uma realidade no mercado nacional”, afirma Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen Brasil.

Com esta primeira rodagem, a GWM dá início à avaliação prática dessa tecnologia no Brasil e avança na construção de um ecossistema de hidrogênio no país, combinando experiência internacional, pesquisa local e desenvolvimento tecnológico para contribuir com a transição para uma mobilidade mais limpa e sustentável.
Sobre a GWM
Maior empresa automotiva chinesa de capital 100% privado, a GWM é a terceira maior fabricante mundial de picapes médias, segmento que ela lidera na China há 27 anos, onde tem uma participação acima de 50%. A empresa tem uma atuação global que envolve mais de 150 países e regiões, 80 mil colaboradores e 13 centros de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) distribuídos em quatro países.

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